O governo Lula: Mais do mesmo?
Para acalmar os investimentos internacionais e manter a inflação sob controle, Lula conversou e aprofundou algumas práticas econômicas do governo Fernando Henrique. Manteve altas taxas de juros e, no primeiro ano de seu mandato, elevou as metas do dinheiro que o governo economiza para pagar a dívida do país, incluindo os juros.
A opção de Lula pela manutenção da política econômica de FHC desapontou muitos de seus eleitores, pois essa postura contrariava o que ele defendia no início de sua carreira política.
A concentração de renda
Segundo o relatório do PNUD, em 2007 a concentração de renda no Brasil só não era maior Namíbia, Lesotho, de Serra Leoa, da República Central Africana, de Botswana e da Bolívia. Já o indicador de desigualdade apresentou uma pequena queda ao longo do primeiro mandato - insuficiente, contudo, para tirar o Brasil da lista dos países mais desiguais do mundo.
O QUE MUDOU:
Mais investimentos na área social
Em seus dois mandatos, Lula ampliou os recursos empregados na área social. Também foram criados outros programas sociais, como o: Universidade para Todos, O Luz para Todos e o Farmácia Popular do Brasil. Os pequenos produtores rurais passaram a receber mais incentivos, e a oferta de créditos para população de baixa renda aumentou.
Incremento do mercado interno
A partir de 2006, a redução da taxa de juros diminuiu os custos dos crediários e dos financiamentos, o que permitiu a população comprar bens móveis e imóveis, aumentou o poder de compra das famílias mais pobres e estimulou a produção interna. Embora o crescimento econômico brasileiro tenha ficado abaixo da média mundial, ele promoveu a queda na taxa de desemprego, que caiu de 10,5% para 8,4%. Em 2007, a geração de empregos com carteira assinada alcançou os melhores resultados em 10 anos.
Maior atuação da polícia federal
Ao longo do governo Lula, a polícia federal passou a receber mais verbas e a atuar mais fortemente contra diversas modalidades de crime organizado: sonegação de impostos, vendas de sentenças judiciais, rouba de cargas, tráfico de drogas, corrupção ativa e passiva, contrabando, entre outros. Entre 2003 e 2007, foram realizadas 408 operações e par surpresa de muitos, crimes cometidos por pessoas de alta renda também foram investigados. Nessas operações 6411 pessoas foram presas, das quais 988 eram servidores públicos, e 77 eram policiais federais. Muitos dos presos foram soltos em seguida pelo Poder Judiciário, por falta de provas ou por serem réus primários, podendo aguardar o julgamento em liberdade. Os críticos dessas ações afirmam que elas são voltadas para mídia e baseadas em indícios frágeis, num desrespeito aos direitos individuais dos envolvidos.