
Cultura Brasileira dos anos 60 e 70 : Trevas e Luzes
Tropicália: Em 1968, foi lançado o disco tropicália, com a participação de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Nara Leão, Os Mutantes e maestro Rogério Duprat, entre outros. O album inaugurou um novo movimento musical, que incorporava a musica brasileira a guitarra elétrica e propunha a fusão de musicas '' de raíz'' a gêneros estrangeiros, como bolero e o rock. O nome tropicália foi inspirado numa instalação do artista plástico Hélio Oiticica.
Cinema novo: No início dos anos 1960, surgiu um movimento empenhado em revolucionar o cinema brasileiro. Liderado por Glauber Rocha e Nelson Pereira dos Santos, o chamado Cinema Novo pretendia mostrar a realidade brasileira em profundidade, de modo a evidenciar e criticar o subdesenvolvimento e a miséria no país. O movimento revolucionou também a linguagem cinematográfica: em vez da tradicional narrativa linear, utilizavam-se recursos como o flashback e cortes bruscos entre as cenas. Filmes como "Terra em Transe" e "Deus e o Diabo na Terra do Sol" são representativos desse movimento.
A música e os Festivais: Muitos cantores e compositores brasileiro da década de 1960 engajaram-se poiliticamente, fazendo de suas canções um instrumento de denúncia e protesto contra as injustiças socias brasileiras. Esses artistas repudiavam tanto as correntes musicais que consideravam "alienadas" quanto os modismos estrangeiros. Defendiam que a canção popular deveria ser "genuinamente brasileira" e falar diretamente ao ponto. Os tropicalistas surgiram nessa época e eles não se restringiam a temas políticos queriam abordar outros aspectos da realidade, eles criticavam tanto os conservadores resistentes as mudanças quanto os artistas engajados, que não aceitavam outras expressões artísticas senão as de protesto. Além dessas duas vertentes, que queriam mudar o mundo, havia a jovem guarda, movimento profundamente influenciado pelo rock e pelo pop internacional.
Metáforas para Driblar a censura: Depois do AI-5, com o endurecimento da ditadura e também dos critérios dos censores, tornou-se impossivel para os artistas expressarem-se livremente. Aqueles mais visados, cujas composições eram invariavelmente vetadas, chegaram a adotar pseudônimos. Chico Buarque, por exemplo, chegou a assinar algumas de suas composições com o nome fictício de Julinho da Adelaide para driblar os censores.
A aldeia Global: Os de 1960 foram marcados por outra transformação cultural importante: a popularização da televisão. Os anos 1970 assistiram ao impressionante crescimento da rede globo, uma das grandes aliadas do regime militar. Em sua programação, elogiava o governo e evitava tudo o que pudesse desaboná-lo.
